FORME no Correio Braziliense: as escolas não estão esperando a lei para ensinar educação financeira

No dia 9 de agosto de 2026, o Correio Braziliense publicou na editoria de Economia uma reportagem sobre um assunto que costuma ficar de fora das manchetes: o que as escolas brasileiras estão de fato fazendo para ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro.

O texto, assinado pelo repórter Raphael Pati, traz a FORME como um dos exemplos de iniciativa que chegou à sala de aula e vem se espalhando por vários estados.

Ficamos felizes com o reconhecimento. Mas o que mais nos interessa na matéria não é a citação. É o retrato que ela faz do momento em que a educação financeira está no Brasil.

A reportagem mostrou uma coisa importante: ninguém está esperando

A reportagem abre com uma constatação simples. Enquanto a educação financeira ainda não está regulamentada como componente transversal obrigatório em todas as séries, escolas e instituições seguiram em frente e criaram suas próprias formas de ensinar.

Isso aparece de forma muito concreta nos exemplos que a matéria traz.

No Colégio Leonardo da Vinci, na Asa Norte, a professora Vanessa Lins coordena um trabalho que inseriu a educação financeira como tema transversal dentro da matemática, do 6º ao 9º ano. No 6º ano, os alunos participam de um projeto temático sobre a Black Friday, para entender o valor real dos desejos e quanto uma família precisaria economizar para realizá-los.

O resultado que ela descreve é revelador: “eles saem se achando os bam-bam-bans dos preços, e as famílias reagem muitíssimo bem a isso”.

No Colégio Sigma da Asa Sul, a diretora Thaynara Paiva conta que a escola já estuda levar o tema para a educação infantil e os anos iniciais, porque é nessa fase que a criança desenvolve noções de escolha, espera, troca e organização.

São duas escolas diferentes, com abordagens diferentes, chegando à mesma conclusão pelo próprio caminho.

Iniciativa não falta. O que falta é estrutura

E é exatamente aqui que mora o desafio que a gente vê todos os dias.

Quando uma escola decide tratar de educação financeira por conta própria, ela normalmente começa bem. Um projeto pontual, um professor engajado, uma semana temática.

O problema aparece depois. O professor que puxava o projeto muda de escola. O material precisa ser refeito todo ano. Cada série trabalha uma coisa diferente, sem continuidade. A família percebe o esforço, mas não consegue enxergar uma linha clara do infantil ao médio.

A boa notícia é que isso não é falta de competência da equipe pedagógica. É falta de estrutura. E estrutura é uma coisa que se pode contratar.

De onde veio a FORME

A reportagem também conta a origem do projeto, idealizado pelo CEO Bruno Lewis e pelos diretores Filipe Augusto e Jacques Kondi Hamadani.

A ideia nasceu durante a pandemia. Como o Jacques explicou ao Correio, muita gente tinha emprego e vida seguindo normalmente até que tudo mudou, e pessoas que trabalharam 40 ou 50 anos com certa estabilidade descobriram que não tinham reserva alguma.

Aquele foi um momento em que o país inteiro percebeu, ao mesmo tempo, uma lacuna que a escola nunca preencheu.

A FORME nasceu em São Paulo e hoje está presente em cerca de 350 escolas, com 25 mil alunos em todo o país, segundo os números citados na matéria. Os materiais didáticos são impressos e chegam a alunos e professores, que também contam com uma plataforma online para a capacitação.

A parte que a gente faz questão de repetir

Tem um trecho da reportagem que resume bem como a FORME enxerga a relação com a escola.

“A gente tem um ouvido muito atento às necessidades das escolas, e a gente gosta de ajudá-las, para que cresçam junto com a gente. Não adianta a gente vender para a escola e achar que ela vai quebrar ou vai se manter em uma situação muito irregular.”

Isso não é uma frase bonita para entrevista. É uma decisão de modelo de negócio.

Uma escola que fecha as contas no vermelho não implanta programa nenhum. Por isso a assessoria pedagógica da FORME acaba ajudando também em projetos paralelos da instituição, e por isso as escolas parceiras têm acesso a ferramentas de gestão que não têm nada a ver com o conteúdo em sala, como a calculadora de precificação exclusiva para clientes.

A conta é simples. Escola saudável ensina melhor.

Educação financeira não pode ser privilégio de quem já tem acesso

Outro ponto da matéria vale destaque. A divulgação da FORME acontece muito no boca a boca presencial e por meio de influenciadores, o que ajuda a levar a proposta para periferias e instituições que não têm tanto acesso a conteúdo de qualidade.

Esse é um cuidado que orienta o trabalho desde o começo.

O aluno que mais precisa de repertório financeiro raramente é o que vive num ambiente onde esse assunto já circula. É justamente o contrário.

Os 4 pilares existem para dar continuidade

O material da FORME se organiza em quatro pilares que atravessam toda a jornada escolar: Sonhar, Fazer, Cuidar e Multiplicar.

Sonhar é aprender a nomear o que se quer e em quanto tempo. Fazer é a prática concreta, adequada a cada idade. Cuidar é preservar o que já se tem e lidar com o impulso. Multiplicar é entender como o dinheiro cresce, com prazo, risco e paciência, algo que os alunos mais velhos exercitam no simulador de investimentos.

O ponto não é a beleza dos nomes. É que eles dão à escola uma linha que o aluno reconhece de um ano para o outro, e que a família consegue acompanhar.

Como a reportagem bem lembra no fechamento, riqueza não se mede só pelo que se possui, mas pela capacidade de planejar. Num país em que a maior parte das famílias convive com endividamento, esse conhecimento é um patrimônio.

A missão da FORME é desenvolver crianças e adolescentes financeiramente estáveis, capazes de planejar e conquistar metas e sonhos. Ver isso reconhecido na imprensa nacional é bom. Ver isso funcionando dentro de 350 escolas é melhor ainda.

Educar para transformar.

Quer entender como a FORME estrutura essa jornada dentro da rotina da sua escola? Fale com a gente.

Fonte: PATI, Raphael. Projetos incentivam cuidado com as contas entre estudantes. Correio Braziliense, Economia, 09/08/2026. Disponível em: correiobraziliense.com.br